Era uma vez algumas crianças...

O dia das crianças está chegando e, como é uma data cheia de lembranças, decidi deixar um pouco a decoração de lado e reviver o lado criança que existe dentro de nós. Afinal, quem nunca ganhou um presente neste dia – que é um dos mais esperados no ano?


Em uma rápida pesquisa aqui na redação, fiz duas perguntas aos meus colegas: qual era o brinquedo favorito e qual brinquedo sempre sonhou ter mas nunca conseguiu?


As perguntas são simples, sem nenhum mistério. Agora, as respostas, todas carregadas de emoção, me surpreenderam. É incrível ver que, mesmo por alguns momentos, as pessoas deixaram suas rotinas corridas e relembraram momentos da infância que estavam na memória, deixando aflorar aquela pessoa pequenina que existe dentro de cada um.


Os brinquedos prediletos vão desde os famosos ursinhos de pelúcia até os clássicos bonequinhos inspirados em séries de televisão. Prepare-se, pois, a partir de agora, você lerá todos os relatos.


Adriana Fricelli, repórter da revista Casa & Decoração, disse que seu brinquedo favorito era um ursinho de pelúcia. “O brinquedo que eu mais gostava era um ursinho carinhoso de pelúcia, azul, de olho baixo, um tanto encardido e surrado. Ai, fiquei com saudade do bichinho, me acompanhou por muuuuitos anos”, disse a nostálgica Adriana.


Renacha Batista, redatora do Portal, adorava uma pequena bicicleta. “O que eu mais gostava era a minha bicicletinha Caloi Ceci. Eu era até conhecida no bairro por 'menina da bicicleta'. Eu rodava com ela pra todo lado e até apostava corridas. Infância boa e saudável no interior do Brasil”, disse Renacha, que veio do interior do Tocantins para viver entre nós, aqui, na megalópole São Paulo.
Romulo Osthues, subeditor da revista Casa & Decoração e do Portal Decoração, tinha como objetivo criar cenários para seus queridos bonequinhos. “Adorava brincar com os meus bonecos por toda a casa. O quintal era o território de exploração da floresta; as palmeiras de minha mãe eram as 'árvores altas' onde os bonecos construíam suas casas no topo; as plantas chamadas 'alfinete' e 'renda' davam o alimento para eles”, ele conta. Sábado e domingo eram os dias de folga dos personagens e eles iam todos para um clube improvisado na lavandeira. “A área de serviço era o clube onde eles passavam os fins de semana, descendo em tobogãs – uma calha que sobrou de uma das obras no telhado de casa, caindo sobre a pia onde minha mãe lavava as roupas – , mergulhando em águas cheias de espuma, resultado das caixas de sabão em pó que eu jogava dentro da água”, completou nosso subeditor, em meio a risos.
Daniel Yoshizawa, estagiário de arte do Portal Decoração, sempre foi fã das trilogias do cinema. Além disso, desenhos de super-heróis atraem a sua atenção até hoje. “Eu gostava do meu Delorean do 'De Volta para o Futuro - Parte II', o meu Batmóvel e a minha coleção de bonecos da Liga da Justiça com o lanterna verde - Hal Jordan”, disse.

Pauline Meiwald, subeditora do núcleo de segmentadas, não conseguiu escolher um brinquedo favorito. “Só um é bem difícil, heim?! Fico em dúvida entre minha única Barbie, a Malibu e a minha lousa, adorava brincar de professora ensinando minhas bonecas”, disse. Brincadeiras também marcaram algumas pessoas aqui na redação. É o caso da estagiária da revista, Gabrielle Victoriano. “Brincar de escritório e fingir ser professora era a maior curtição. Eu tinha vários aparatos de escritórios e duas lousas – uma de giz e uma de caneta. No armário, eu tinha uma caixa de giz colorido e uma de giz branco, cheques de brinquedo, carimbo, cartão... tudo. Adorava passar a tarde brincando disso”. Contou também que, desde pequena, já parecia ser uma menina bem responsável.
Cida Barros, editora do núcleo de revistas para bebês e crianças, poderia ter seguido um caminho diferente e hoje ser uma grande estilista. “O meu brinquedo predileto era a minha Suzie. Eu confeccionava milhares de roupas pra ela, com retalhos de tecidos, agulha e linha, todas horríveis, mas eu não perdia a esperança de acertar”, contou.
Os sonhos fizeram parte da infância de todos também. A imaginação quando somos crianças vai muito longe, e você poderá conferir nas histórias que vem a seguir. Mas uma coisa é certa, com alguns dos relatos, entendi o real significado daquele velho ditado que diz “sonhar não custa nada”.


Você pode achar que os brinquedos eram os objetos mais desejados, e na verdade, era o sonho de consumo da maioria, mas existe uma pessoa que gostava de um outro tipo de diversão.




Nossa editora, Naélia Forato, adorava brincadeiras um tanto quanto perigosas. “Adorava cutucar a caixa de mel que ficava no quintal pra depois correr das abelhas”, contou nossa aventureira, que completou: “gostava de assumir a direção da charrete do Seo Raimundo, que passava em casa pra nos levar à escolinha, pois me sentia a dona do cavalo. Sempre quis ter um, mas nunca tive”, disse ela, revelando o seu sonho de criança.



Já o redator Leonardo Valle, se não fosse jornalista, poderia ser médico. “Sempre quis ter um ET que você podia abrir e tirar os órgãos. O material lembrava uma gelatina. Ele devia ser bem caro, porque eu e minha irmã gêmea chegamos a propor trocar nossos dois presentes por ele, mas na época não rolou”, contou. O que nos deixa bem tranquilos, porque já constatamos que ele escreve muito bem – você pode conferir na revista Casa & Decoração – agora, medicina... não sei não!

Outra que faz parte do nosso time é a redatora Patrícia Galleto, que desejava a casa da Barbie, sonho de toda menina. “Eu sempre quis ter a casa da Barbie, mas era muito cara. Assim como suas roupinhas. Minha mãe, como não podia comprar, passou a costurar roupinhas para a minha Barbie - inclusive um vestido de casamento. O Ken eu também nunca tive”, disse Patrícia.
Matheus Steinmeier, estagiário de Casa & Decoração, disse que os bonequinhos dos Cavaleiros do Zodíaco eram o seu sonho de consumo. “O que nunca realizei foi ganhar a coleção completa das figuras de ação Cavaleiros do Zodíaco, com todos os cavaleiros e armaduras. Eu lembro que tinha alguns... e a maioria era 'piratex'”, contou ele, que ainda revelou: “o mais legal é que a minha mente infantil fantasiava que um dia eu iria ao programa 'As Portas da Esperança' e ganharia todos os bonequinhos, graças ao Homem do Baú”, disse.
Tiago Muniz, estagiário do Portal Decoração, fã de quadrinhos, tinha como brinquedo favorito a sua coleção de bonequinhos, mas até hoje o que ele deseja mesmo é uma coleção do Lego. “Eu nunca tive e até hoje quero ter aqueles Legos caríssimos que representavam o Indiana Jones ou Guerra nas Estrelas. Um amigo do meu irmão mais novo os tinha e eu ficava lá, brincando junto com eles só pra poder mexer nas pecinhas”, contou.
Vanessa Moura, redatora da revista Casa & Ambiente Bebê, desejava uma piscina de plástico. “O brinquedo que sempre quis e nunca ganhei era uma piscina. Eu morava na praia, mas vivia sonhando com a bendita piscina, aquela de plástico mesmo. Meu pai me prometia, acho que era para eu parar de encher o saco dele, pois jamais caberia no pequeno apartamento onde morávamos”, contou. Vanessa, piscina dentro de um apartamento não dá, né?!

Frustrações também fizeram parte da infância de todos, mas algumas podem se tornar marcantes, sendo impossível de esquecer.


Bárbara Souza, estagiária da revista Decoração & Estilo Festas, não consegue apagar da memória o dia em que foi enganada. “Nunca vou esquecer de um dia trágico da minha infância. Meus pais chegaram do shopping com um tio e, quando abriram o porta-malas, me deparei com o meu maior sonho de consumo da época, a casa da Barbie. Me senti como se tivesse ganhado na loteria, mas a decepção veio em seguida: era para minha prima. Acho que ainda não superei isso direito”, disse ela, não contendo as risadas.


Alguns sonhos dessas crianças foram realizados, outros, talvez ainda não. Mas lembre-se: nunca é tarde para se realizar desejos, mesmo que sejam meros brinquedos. A satisfação pessoal é um dos princípios para a felicidade.

Hoje, os pequeninos cresceram e, atualmente, são responsáveis por levar até você, nosso leitor, dicas e sugestões para a realização de muitos sonhos espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

Sou Thales Bormann, estagiário do Portal Decoração. Quando criança, adorava brincar com meus carrinhos de ferro, tinha uma coleção deles. Mas o que sempre quis, mesmo, era um Avião de controle remoto, para dar asas à minha imaginação. Me escreva contando qual era seu brinquedo favorito e aquele que era o seu sonho de consumo. Vou adorar conhecer um pouco da história de infância de quem nos segue dia a dia. Meu email é portaldecoracao1@editoraonline.com.br

Questão de inspiração e criatividade

Sempre que garimpo peças para uma matéria, procuro dar o preço mais acessível aos nossos leitores. Isso porque me coloco no lugar das milhares de pessoas que acham os preços de produtos indicados nas revistas e nos sites muito altos.

O problema é encontrar algo lindo, bem feito, com ótimos materiais e... barato. Às vezes, acontece, mas é algo raro. E não podemos sacrificar nenhuma das características, afinal, nunca iríamos sugerir algo feio (mas barato) ou com péssimo acabamento (mas acessível ao bolso de todos). Não, a nossa função é oferecer aos nossos usuários conteúdo de qualidade, não só no português, mas também nas sugestões de detalhes que fazem toda a diferença em uma casa.

É por isso que nos preocupamos em contar para você onde encontrar cada peça, em pesquisar os preços e até em mostrar de que é feita. O preço pode até ser salgado, mas cumprimos nossa missão de oferecer o melhor.

Agora, a segunda fase para decorar uma casa, com a ajuda do nosso site ou das nossas revistas, fica por conta de cada leitor. Nós oferecemos a melhor inspiração possível para que você possa deixar seu lar aconchegante e com tudo que tem o jeito dos moradores. Decorar é ter sensibilidade, é fazer o máximo com o mínimo, é bater perna em lojas ou navegar por horas na internet em busca do melhor, é colocar a mão na massa para ter aquele lugar em que nos sentimos seguros, onde mais gostamos de estar. Então, com inspiração em mãos (nas revistas, no netbook, no I-phone...) e muita criatividade na cabeça, é possível, sim, decorar bem sem gastar uma fortuna.

É essa mudança de pensamento que eu gostaria de dividir com todos em nosso blog... É um recado para aqueles que acreditam que não se encontra nada que seja "BBB" para dar um upgrade na decoração em sites ou revistas e que acabam perdendo o ânimo de decorar. E não se preocupem: continuarei procurando tudo de melhor (e com bons preços, quando possível) para ajudar quem quer dar um tapa no visual da casa.
  
Para você se inspirar ainda mais - e entender melhor o que
quero dizer - conheça a casa do artista plástico e designer
Rodolfo Malmesi, que a decorou inteirinha sem gastar quase
 nada, com coisas que já não tinham serventia para muita
gente, com achados dos lixos de São Paulo capital.
Clique aqui para ver a matéria completa!
Sou Renacha Batista e, como viram, entrei no Portal Decoração para ajudar a trazer a melhor informação sobre arquitetura e decoração para você. Logo mais espero incluir mais textos no blog contando sobre minha jornada no mundo da decoração. A foto que ilustra este post foi feita por Sidney Doll.

Quer fazer contato? Escreva para renacha.batista@editoraonline.com.br ou ligue (11) 3393-7866. Um enorme abraço e até logo!

Use o que você gosta

Caros amigos do esporte, olá novamente. Vocês já ouviram falar de um programa chamado “Queer Eye for the Straight Guy”? Há alguns anos ele passava no canal Sony e agora está no Fox Life (ao qual infelizmente não tenho acesso). Se você nunca assistiu, eu recomendo, pois a ideia é bem interessante.

São cinco gays especialistas em diferentes áreas (culinária, beleza, decoração, moda e cultura) que melhoram a vida de um hétero totalmente destrambelhado. Talvez eu me identifique tanto com o programa justamente por ser um hétero destrambelhado. =P

Enfim, o post não é sobre o Queer Eye, mas começo falando neles pois uma citação do Thom Filicia – o expert em décor – me chama bastante atenção. Ele conta no livro feito a partir do reality show que muitas pessoas não sabem por onde começar quando pensam em remodelar um cômodo ou escolher as cores para o quarto ou uma sala.

Então Filicia faz um exercício e começa a conversar sobre coisas que o indivíduo em questão gosta. Pode ser sobre times de futebol, modelos de automóveis, videogames, séries de TV... e de repente, sem perceber, eles estão discutindo sobre paletas de cores, texturas e outras características que podem ser aplicadas em melhorias dentro dos ambientes.

Aí nós, finalmente (vejam como o jornalista é bom, ele entrega para vocês o que realmente interessa só no quarto parágrafo), chegamos ao ponto. Se você não tem ideia do que fazer e não acha as orientações que oferecemos no Portal e nas revistas da On Line sejam a sua cara, que tal explorar na ambientação algo que realmente tenha a ver contigo? Vamos ver alguns exemplos.

Aqui nós temos um cara que curte muito a coleção de camisas de times (tem até uma do Orlando Pirates lá no meio!) e decidiu mostrar para todo mundo que passasse por aquela parte da casa. Clicando aqui, você vê uma matéria completa no Portal Decoração sobre como decorar usando coleções.

Agora um pouco de inspiração nerd. Primeiramente, essa ideia sensacional de uma parede onde um rapaz fez uma versão do Mario e do Yoshi inteirinha em adesivos e mandou ver. Tudo bem que a sala aí tá um pouquinho bagunçada, mas o nosso encanador favorito ficou muito bom. Clicando aqui, você conhece o passo a passo num fórum em inglês.

Na mesma linha gamemaníaca temos esse adesivo do Pac-Man, comercializado numa loja online brasileira e este do clássico jogo Asteroids, vendido num site americano.

E, fechando o post, vem esta ideia com capas de revistas de quadrinhos (vendida aqui). É claro que, como um fã do gênero, me dói um pouco vê-las assim, mas o resultado é muito bom e com certeza dá para imaginar algo a partir delas.

Eu sou Tiago Muniz, estagiário do Portal Decoração e estudante de jornalismo. Corintiano, de Santo André, com sangue baiano e português correndo nas veias. Tenho um coração de ouro, mas a delicadeza de uma betoneira.

Gostou do post? Não gostou? Fique à vontade para deixar um comentário aqui no post ou me escrever em portaldecoracao2@editoraonline.com.br. Um efusivo abraço!

Paredes de papel e pixel

Sempre gostei de arte, revistas em quadrinhos, desenhos animados e filmes. Trabalho com arte e diagramação na On Line Editora já há um ano e meio e levei um susto quando fui convidado para escrever no blog do Portal Decoração. Não sabia nem como começar já que meu negócio não é texto...

Mas decidi escrever um pouco sobre arte e imagem na decoração, principalmente sobre os papéis de parede que me fascinam tanto. Quando criança, por exemplo, tinha um sonho de colocar papel de parede dos meus super heróis favoritos no meu quarto – até hoje eu me amarro nessa ideia. Quando vejo nas revistas ou em alguma loja de decoração uma peça diferente, fico “viajando” nos desenhos e nas texturas formadas.

Além do papel de parede, há alguns adesivos que também me fazem “viajar”, e pensar em algum desenho que completasse o que eu vejo. Ou mesmo que, a partir do adesivo, eu pudesse criar uma outra arte e perceber o que está sendo representado no desenho, qual a mensagem e o sentimento ali exposto, em cada pixel vindo do computador. Eu disse: me fazem viajar – você notou.

Gosto de observar a criatividade do artista, esses desenhos e texturas 3D, tais como calçada, como se o ambiente estivesse deitado no chão, e texturas parecidas com piso de ônibus – daquelas placas metálicas com “X” em alto relevo, que também são vistas em instrumentos musicais e tapetes de carros.

Como ainda não consegui realizar esse desejo criança, hoje, eu faço os meus próprios desenhos e envio para uma gráfica para imprimir em um papel especial e eu adesivar o meu quarto. Fica a dica.

Sou Daniel Yoshizawa. Como viu, entrei para o Portal Decoração para ilustrá-lo. Tenho preparado algo especial para você que nos visita: em breve, você terá mais opções de planos de fundo para o Portal Decoração e nossas mídias sociais. Quer falar comigo? Escreva para danielyoshizawa@editoraonline.com.br ou ligue para (11) 3393-7862. Ah, e as fotos que ilustram este post são de divulgação.

Com quantos símbolos se faz uma casa?

Certa vez, li em um artigo o quão recorrente era a figura da casa nos desenhos de crianças e idosos. A interpretação desse fenômeno, entretanto, não era consenso entre os psicanalistas: enquanto para alguns a imagem remetia ao desejo de regresso ao ventre materno e ao arquétipo da Mãe, outros defendiam que o desenho da casa pulsava significados próprios – ele representaria o íntimo, o calmo e o refúgio.

Se a casa habita o nosso inconsciente como o símbolo do aconchego e do acolhimento, seria no mínimo insensato encará-la apenas como morada. O local no qual nos recolhemos é muito mais do que um terreno com baldrames, tijolos e que recebeu encanamento e pontos de luz. A casa é uma extensão do nosso interior, espaço que conforta o corpo cansado, guarda bem mais do que o essencial e se abre somente quando autorizado. Há, portanto, uma relação intima entre morar bem e estar bem.

Assim como a imagem da casa flutua entre o plano físico e o plano simbólico, eu também habito duas casas: uma real e outra imaginária. Minha casa real era a até pouco tempo um apartamento de 40 metros quadrados que, como todo espaço pequeno, orgulha-se de ser bastante funcional.

“Embutido” era a palavra de ordem por essas bandas, sendo seu maior representante o Compact Pocket Model 1.200, que é uma combinação de armário de cozinha, frigobar, fogão elétrico e cuba. Porém, a falta de espaço não intimida as plantas e as lembranças de viagens que moravam por lá, como uma colcha da comunidade ribeirinha de Ubatuba e uma miniatura do Caminito, o bairro de Buenos Aires.

Já minha casa imaginária é o espaço no qual pretendo viver no futuro. Ela está localizada numa vila, tem piso de madeira de demolição e uma cristaleira rústica com o antigo aparelho de jantar da minha bisavó. A sala mantém os tijolos à mostra e a cozinha é decorada com azulejos portugueses azuis. Uma porta nos fundos leva ao quintal, que possui horta de temperos, banco de madeira para as noites de viola e jardim.

Seu tamanho, entretanto, ainda é pequeno: cabe nas margens de um desenho. Mas como todo desenho, ela definitivamente representa muito mais do que aparenta.

Sou Leonardo Valle, o novo repórter da revista Casa & Decoração. Acabei de voltar de Bauru, interior de São Paulo, para me reajeitar na capital, cidade onde nasci. Estou à procura de um novo lugar, talvez não minha casa imaginária, mas um apê onde bem-estar e felicidade não sejam nada compactos. A foto desta sala com divã é de Sidney Doll. Escreva-me: portaldecoracao@editoraonline.com.br

Vamos dar uma espiadinha?

Depois que uma edição da revista Casa & Decoração vai para a gráfica, começa a ansiedade de nossa equipe pelo retorno dela. Queremos que ela volte logo, logo. Materializada com aquele cheirinho gostoso de tinta fresca, com páginas grudadinhas, sem uma digital sequer. Ela vem lacrada, com o “shrink” (como chamamos o filme plástico que protege as publicações nas bancas) pronto para ser aberto, para ser despida como uma edição fresquinha merece.
Você não tem ideia do alvoroço que causa a chegada de uma edição vinda da gráfica: todo mundo para o que está fazendo só para folhear, ver se a impressão não teve problemas, se as cores estão impecáveis, sentir os relevos do “verniz reserva” (mais uma do jargão de quem vive de fazer revista como nós – é a característica e famosa textura das capas de Casa & Decoração) passeando os dedos pela ilustração, vibrando por cada página virada.
Mas o melhor mesmo é ver a revista brilhando assim que ela chega às bancas, no primeiro dia de cada mês. Passear pela cidade – eu moro em São Paulo – e descobrir que estamos fazendo sucesso, que os jornaleiros nos colocam em destaque nas mesas, nas vitrines e até comentam sobre o quanto a revista tem saído. Abro aquele sorrisão, louco para voltar para a redação e contar os fuxicos para a equipe.
Conto, também, o resultado das minhas, digamos, “espiadas”. Explico: fico observando como os visitantes de uma banca ou livraria reagem a uma rápida folheada em nossa revista. Presto atenção se é pela primeira ou pela última página que a degustação começa, se alguma página chama mais atenção que outra, se há algum comentário com a pessoa ao lado sobre a revista; enfim, fico à espreita, atento a cada detalhe de como começa um namoro entre nossa publicação e o leitor. Ou seja, você pode ter sido observado por mim alguma vez que paquerou, tocou e – viva! – levou uma de nossas edições para casa. E foi minha razão de comemorar.
Por falar em comemoração, e não é que iremos comemorar mais um aninho de sucesso da Casa & Decoração? Em setembro, você poderá conferir em uma edição superespecial ideias para fazer de sua casa um lugar bem exclusivo. Posso falar com propriedade porque acabamos de fazê-la! A edição de terceiro aniversário está incrível, mais bela que nunca e cheia de surpresas. S-U-R-P-R-E-S-A-S, mesmo, soletradinhas assim. Ficou curiosa? Vai ter de esperar só mais alguns dias. Contaremos os minutos para comemorar lado a lado.
Da próxima vez que eu passar por você mais uma vez, prometo dizer “olá” e convidá-la para tomar um cafezinho e papear sobre arquitetura, decoração, revistas e... sobre a vida.
Eu me chamo Orgulho Demais, com um apelido de infância que é Romulo Osthues. Sou subeditor da Casa & Decoração e do Portal Decoração, por isso tantos elogios não só para quem faz nossa ferramenta virtual como também para os que fazem o tradicional papel couché servir de suporte para nossas ideias de bem-estar. As capas que selecionei para ilustrar o post foram das edições dos aniversários anteriores, feitas pelo talentoso – e exclusivo – fotógrafo Sidney Doll

Singela confissão

Vou começar este texto fazendo uma confissão. É isso mesmo que você leu, tipo aquelas que são feitas aos padres, sabe? Então prepare-se, lá vai: eu tenho inveja branda de algumas pessoas. Ah, não posso acreditar, como existem pessoas tão criativas neste mundo!? Se eu tivesse, sei lá, 1% da criatividade delas, eu seria alguém mais realizado, com certeza.

Bom, feita essa confissão que estava engasgada, vou explicar o motivo que me levou a isso.

Todos os dias, ao chegar aqui na redação, abro meu email e me deparo com algumas newsletters (aqueles emails que trazem os destaques diários de alguns sites, portais, blogs). Quando eu começo a ler e, principalmente, ver as imagens, eu fico fascinado e impressionado. São projetos de casas cinematográficas, ambientes sustentáveis, objetos totalmente fora do que estamos acostumados a ver, protótipos de produtos, além de trabalhos de feras em ilustrações, em moda, em trabalhos manuais, etc.

Não sei quanto a você, meu caro leitor, mas quando eu olho alguma coisa que atrai a minha atenção, eu fico pensando se eu seria capaz de fazer algo parecido ou mesmo reproduzir aquele projeto. Porém, sendo conhecedor de todos os meus dons artísticos, aposto que se colocassem na minha frente o mesmo material que um artista utilizou, o resultado, obviamente, não chegaria nem perto da obra criada por um artista de verdade. Então, é melhor eu me colocar no meu lugar, escolher alguns dos projetos que mais me chamaram a atenção e prestigiar – sentindo aquela pontinha de inveja. Ou, quem sabe, compartilhando muitos deles com você no nosso portal.

 Sem dúvida esse é um dos melhores visto até agora, o designer Fabian van Sprecklsen transformou um varal comum em uma linha elétrica e os prendedores em pássaros. A ideia parece simples e meio óbvia, mas nunca tinha visto um modelo parecido. Bem legal!







Já pensou em ter fogão, geladeira, pia e máquina de lavar roupa em um mesmo objeto. Ainda não existe, mas o protótipo já está pronto e causando alvoroço em todo o mundo.









 
 
Não me pergunte como funciona, mas o cara que fez isso é um gênio, colocar o sabonete inteiro e sair espuma embaixo é simplesmente fantástico, a invenção veio do Japão – o que já diz tudo. 
 
 
 
 
 
 

Repare no pé da mesa, lembrou de algum objeto específico? Você acreditaria se eu falasse que antes de se transformar neste pé-de-mesa, o objeto fazia parte de um instrumento musical? Pois é, a partir de cortes de um bumbo de uma bateria criaram um pé; olha o charme que ficou.






Sou Thales Bormann, estagiário do Portal Decoração, e estou disposto a tentar desenvolver algum dote artístico. Se você tem algum caminho que eu possa trilhar ou alguma dica infalível, me escreva em portaldecoracao1@editoraonline.com.br , enquanto aguardo seu contato, fico aqui imaginando que alguma luz no fim do túnel há de surgir. A foto que ilustra esse texto representa um cantinho de oração, de confissão e foi tirada por Sidney Doll.